5 perguntas para a banda Spiral Dance sobre Música e Magia

Canções de magia, mitos e lendas, embalam a banda australiana Spiral Dance, formada por descendentes de europeus e inspirada pela cultura Celta, uma raiz profunda na história do continente.

1. Como a banda se formou, com os membros, o estilo musical e o nome?

Fundindo folclore e lendas, descrevemos o estilo musical da Spiral Dance como uma mistura eclética de folk-rock tradicional com poderosas canções e músicas autorais.

Melodias vibrantes se entrelaçam com contos místicos que nos animam para dentro dos reinos da magia e das névoas do tempo antigo. Fazemos música para até os ancestrais dançarem!

Nos apresentamos em formações de 3, 4, 5 ou 6 integrantes, dependendo do evento. Os integrantes centrais são Adrienne Piggott (nos vocais e tocando Bodhrán e Bandolin), Nick Carter (violão e guitarra) e Paul Gooding (acordeões diatônicos), com uma cozinha que consiste de bateria, percussão e baixo.

O nome da banda (em tradução livre, “Dança da Espiral”) veio através de várias influências. Queríamos usar o termo “Espiral” pois amamos a ideia da “espiral” da vida, e espirais também aparecem na arte Celta. E a “Dança” é uma forma de expressar ou liberar energia para a música. Quando dançamos somos livres, então “Spiral Dance” pareceu ser um nome mágico.

2. Como a música que vocês fazem se conecta com as pessoas que a ouvem?

A música pode marcar momentos importantes no tempo, e permite que o tempo flua. Acho que é por isso que tantas pessoas que seguem o caminho Pagão se identificam com as letras e a música da Spiral Dance.

Albums “Woman of the Earth” (1996), “Magick” (1999) e “Notes of Being” (2002)

3. Como as letras e músicas surgem?

Adrienne nasceu na Austrália, mas seus pais são da Irlanda e da Inglaterra, e Nick e Paul nasceram no Reino Unido, então a herança cultural dos nossos ancestrais é importante para nós, junto com muitos dos costumes do calendário daquelas terras.

Nossa imaginação foi atiçada pelo calendário, costumes e tradições daquelas terras distantes. Os costumes folclóricos tradicionais têm uma conexão profunda com a terra. As estações e a paisagem da Austrália também nos influenciam, e estamos escrevendo mais e mais canções influenciadas por essa terra e por sua beleza. Existe um manancial de mitos em que podemos nos basear, e nunca nos cansamos de encontrar novos contos.

Assim que Adrienne escreve uma letra ela a entrega para Nick e Paul para que eles coloquem os acordes, a melodia, e criem os arranjos. E então nós damos nascimento à ela no próximo show ao vivo.

4. Poderiam nos falar sobre as influências musicais e não musicais da banda?

Influências não musicais incluem a Natureza, a Mãe Terra, a mágica Roda do Ano, mitos e lendas das terras de nossos ancestrais, e também histórias e estações das terras da Austrália.

Álbums “The Quickening” (2006), “Through A Sylvan Doorway” (2012) e “Land and Legend” (2017)

5. Para vocês, o que a magia é?

Existe também a magia interna, a inspiração que vem de dentro e nos impulsiona a sermos criativas e a inspirarmos as outras pessoas. E há a magia da construção — como conjurar encantos e como o ato de criar uma mudança específica com o poder das palavras e com o uso do mundo natural.

Formada em 1992, a banda tem 6 discos de inéditas, que podem ser ouvidos no Spotify e no Bandcamp.

Vídeos de shows ao vivo podem ser vistos no canal do Youtube e na página do Facebook da banda.

O site oficial é spiraldance.com.au

Esta edição de “5 Perguntas” foi publicada na Revista Corpo Elétrico #2, em 31 de outubro de 2020. Conheça a Corpo Elétrico e a Entre Editora clicando aqui.

Todas as perguntas foram elaboradas por zhi~omn {Ormando MN}. Data da entrevista: outubro de 2020.

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