“Os economistas convencionais de hoje, aqueles que nossos governantes ouvem – em sua visão não-holística – tratam as fábricas de tratores e colheitadeiras, a indústria de maquinário, as fábricas de fertilizantes químicos e agrotóxicos, a indústria química, e assim por diante, como se nada tivessem a ver com alimentos.

O que temos, então, com raras exceções, é redistribuição de tarefas e certas formas de concentração de poder nas grandes corporações, e não mais eficiência na agricultura.

Ao analisar em detalhe alguns dos aspectos decisivos do moderno sistema de produção e distribuição de alimentos, conclui-se que, além de não ser mais produtivo em termos de eficiência de mão-de-obra, tampouco é mais eficaz em termos de produtividade por hectare. Em muitos casos, como na criação intensa de animais, tal sistema é até mesmo destrutivo, consumindo mais alimento do que produz.

(…)

O camponês, que trabalhava para alimentar a população local, facilmente produzia 15 toneladas de comida por hectare, diversificando com mandioca, batata-doce, batata inglesa, cana-de-açúcar e grãos, mais verduras, uvas e todos os tipos de frutas, feno e silagem para o gado, além de criar porcos e galinhas. Mas ele não produzia PIB. O PIB só reflete fluxo de dinheiro, não leva em conta auto-suficiência e mercado local. A conta do PIB interessa ao banqueiro, ao governo, às grandes corporações transnacionais, e nada tem a ver com o bem-estar da população.”

Trecho do texto “O Absurdo da Agricultura”, de José Lutzenberger.

Texto completo: http://www.agrolink.com.br/downloads/80712.pdf

…passagens e meios… veja mais em https://medium.com/ormando

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