“Se o poeta é verdadeiramente ligado a esta aceitação sem escolhas e que busca seu ponto de partida, não nesta ou naquela coisa, mas em todas e, mais profundamente, para além delas, na indeterminação do ser; se ele deve se colocar no ponto de interseção de relações infinitas, lugar aberto e como que nulo onde se entrecruzam os destinos estrangeiros, então ele pode muito bem dizer alegremente que toma seu ponto de partida nas coisas: o que ele chama ‘coisas’ não é mais do que a profundeza do imediato e do indeterminado, e o que ele chama de ‘ponto de partida’ é a aproximação deste ponto onde nada se inicia, é a tensão de um iniciar infinito — a arte ela própria como origem, ou ainda como experiência do Aberto, a busca de um morrer verdadeiro.”

Maurice Branchot sobre Rilke

“Imediato e Esperado”

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