“Se o poeta é verdadeiramente ligado a esta aceitação sem escolhas e que busca seu ponto de partida, não nesta ou naquela coisa, mas em todas e, mais profundamente, para além delas, na indeterminação do ser; se ele deve se colocar no ponto de interseção de relações infinitas, lugar aberto e como que nulo onde se entrecruzam os destinos estrangeiros, então ele pode muito bem dizer alegremente que toma seu ponto de partida nas coisas: o que ele chama ‘coisas’ não é mais do que a profundeza do imediato e do indeterminado, e o que ele chama de ‘ponto de partida’ é a aproximação deste ponto onde nada se inicia, é a tensão de um iniciar infinito — a arte ela própria como origem, ou ainda como experiência do Aberto, a busca de um morrer verdadeiro.”

Maurice Branchot sobre Rilke

Copiado de “Oniska — A poética da morte e do mundo entre os Marubo da Amazônia ocidental” página 146

“Imediato e Esperado”

…passagens e meios… veja mais em https://medium.com/ormando

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store